sábado, 25 de dezembro de 2010

NATAL

Conceituar a felicidade é fácil. Vivenciá-la é o que torna mais difícil:
- Felicidade é um estado de verdade, consciência e plenitude, afirmou Buda.
- A felicidade começa onde a infelicidade termina.
- Qualidade ou estado de feliz. Ventura, contentamento, sucesso e êxito.
- È algo inexplicável com palavras e perceptível na alma.
- Sensação de que estar completo, pleno e em sintonia com o mundo espiritual
e material.
- Sentimento de prazer e bem-estar.
Quais fatores podem contribuir para a felicidade?
A felicidade é algo peculiar e misterioso e se baseia em sentimentos perceptivos e menos na aparência. Uma pessoa alegre e sorridente pode guardar dentro de si uma enorme infelicidade. Vejamos alguns  fatores universais, que podem influenciar na felicidade:
Família
Realização profissional
Vida financeira equilibrada
Bons relacionamentos e amigos
Saúde
Religião e crenças pessoais
Amor e solidariedade
Inteligência e sabedoria
Metas e visão de futuro
Por outro lado, podemos afirmar que o contrário daquilo que traz felicidade, pode provocar a infelicidade. Entretanto, os seres humanos são complexos e em suas  mentes existem segredos indecifráveis. Às vezes possuímos tudo que alguém pode desejar e mesmo assim não nos sentimos felizes. Isso pode ocorrer por vários motivos: Inveja, ingratidão, ódio, ambição, entre outros, além dos casos patológicos, a exemplo da depressão.
Felicidade X hedonismo
Hedonismo vem do grego hedoné, que significa prazer. É uma doutrina que atribui ao prazer individual e imediato o único bem possível, princípio e fim da vida. É fato que a maioria das pessoas vive para evitar sofrimento e por outro lado, buscar o prazer e a satisfação.
Muitos economistas do passado e do presente, que contribuíram para criar o atual modelo econômico, imaginaram que a abundância de produtos e serviços iria solucionar quase todos os motivos da infelicidade. Com isso, automaticamente, levaria o ser humano à felicidade.
Dentro da mesma premissa, as máquinas começaram a substituir o homem, com a finalidade principal de libertá-lo das atividades que exigiam maior esforço físico, colocando-o em funções mais intelectuais. Muitos afirmaram que iria haver uma substancial diminuição da jornada de trabalho, contribuindo para que os profissionais se dedicassem à família e ao lazer.
Há 25 anos trabalho com recursos humanos, realizando treinamentos. O que tenho visto em quase todos os eventos, são trabalhadores cada vez mais estressados com as cobranças para o cumprimento de metas e jornadas de trabalho extenuantes.
De fato a máquina aumentou a produtividade. Em contra partida, as empresas reduziram drasticamente o número de funcionários. Os que permaneceram, tiveram que acumular as funções daqueles que foram demitidos ou se aposentaram.
Não há dúvida de que a oferta de bens materiais e de serviços aumentou e trouxe conforto e felicidade momentâneos. Como quase tudo na vida funciona como uma faca; um lado alisa e o outro corta! É da natureza do homem ser ambicioso e desejar sempre mais. Há um ditado popular que afirma: “O ser humano é um eterno insatisfeito.”
Vivemos o exagero do consumo e para obter esses bens precisamos trabalhar e produzir mais. A “cultura do sucesso” nos leva a ter produtos e serviços que reforcem o nosso status social – casas, carros, roupas, eletroeletrônicos e assim por diante.
Talvez o hedonismo seja mais reflexo do problema do que o problema em si. Como estamos trabalhando cada vez mais para conseguir os bens de consumo e para ganhar dinheiro, objetivando pagar as contas, não temos tempo e disposição para nos dedicar ao que verdadeiramente nos leva à felicidade, a exemplo da família, amigos, religiosidade e, principalmente, a busca do autoconhecimento.
Gostaria de convidá-lo a interromper a leitura e refletir sobre as seguintes perguntas:
- Você está mais feliz do que foi no passado recente ou distante?
- Ao conversar com pessoas idosas, qual a opinião delas sobre o que mais lhes
proporcionam felicidade?
- Se você tivesse todo o dinheiro do mundo, o que gostaria de comprar e que não é possível
obtê-lo nesse momento?
Falar sobre um tema tão abrangente e subjetivo é algo muito difícil. Creio que o mais importante é saber que a nossa eterna busca será alcançar a felicidade. Às vezes ela pode está muito próxima e não a percebemos, pois somos absorvidos pela rotina da vida: trabalhar, consumir, pagar, comprar e ganhar mais dinheiro.

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